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Evento “Mulheres, no plural” destaca igualdade e paridade de gênero na advocacia e no Sistema OAB

Evento “Mulheres, no plural” destaca igualdade e paridade de gênero na advocacia e no Sistema OAB

Em comemoração ao Dia Internacional da Mulher, a Escola Superior da Advocacia (ESA) da Ordem dos Advogados do Brasil - Seção Goiás (OAB-GO), por meio da Comissão da Mulher Advogada (CMA), promoveu o evento “Mulheres, no plural”. Com participação expressiva das advogadas, o encontro ocorreu na manhã desta quinta-feira (7), no auditório da ESA, em Goiânia.

Na abertura do evento, estiveram presentes a presidente em exercício da OAB-GO, Talita Hayasaki, a secretária-geral adjunta da OAB-GO, Fernanda Terra, a diretora-adjunta da ESA, Margareth Freitas, e a presidente em exercício da Caixa de Assistência dos Advogados de Goiás (Casag), Néli Cárita. Também participaram a conselheira federal Ariana Garcia, a presidente da CMA, Fabíola Ariadne, as conselheiras seccionais Amanda Souto, Larissa Bareato e Thaís Moraes, e a presidente da Comissão Nacional de Direitos Humanos do CFOAB, Silvia Santos.

Em seu discurso, a presidente Talita Hayasaki destacou que “sendo vistas, mais mulheres poderão ser, de fato, enxergadas”. “Estamos mudando, com estes pequenos atos, o rumo da história. Assumir a presidência, mesmo que interinamente, representa um gesto simbólico de extrema relevância não só para mim, mas para todas vocês que estão em busca do seu espaço de poder. Nosso olhar humano atento é o que buscamos perpetuar, garantindo que todas as mulheres tenham voz e representatividade dentro da OAB”, disse.

Em um momento histórico, a presidente interina da Casag, Néli Cárita, aproveitou a oportunidade para lançar o Auxílio Proteção à Mulher Advogada, com o objetivo de ajudar advogadas em situação de vulnerabilidade econômica em decorrência da violência doméstica sofrida. “O progresso pode ser lento e gradual, mas é inegável. A assinatura deste ato é um exemplo para todas as seccionais, mostrando o compromisso com a igualdade de gênero e o apoio às mulheres na advocacia”, salientou.

A diretora da ESA, Margareth Freitas, destacou que o primeiro espaço para mulheres foi aberto há pouco tempo. “Enfrentávamos muita dificuldade de engajamento feminino na política classista há 20 anos. Hoje, olho para este auditório lotado de mulheres lutando pelo seu espaço, e vejo o avanço da representatividade feminina. Vamos continuar avançando”, disse. 

Igualdade de gênero

A conselheira federal por São Paulo e presidente da Comissão Nacional de Direitos Humanos (CNDH), Silvia Souza, iniciou os debates sobre igualdade e paridade de gênero. “A advocacia no Brasil é majoritariamente feminina, mas os postos de tomada de decisão ainda são majoritariamente masculinos. Por isso, precisamos pensar em estratégias para estar nesses lugares sendo respeitadas, para ocupar esses espaços. Isso demanda de nós estratégia de sobrevivência, resistência e continuidade”, pontuou.

Ainda de acordo com Silvia, é preciso pensar, cada vez mais, em políticas públicas para mulheres ocuparem espaços de poder. “Não precisamos nos inclinar e servir os homens para que nossa existência tenha sentido. Nós podemos existir plenamente e ocupar esses lugares. Nossa existência é plena quando podemos ser quem somos”, disse a conselheira.

A presidente da CMA, Fabíola Ariadne, destacou a importância das políticas públicas para mulheres. “É real o aumento de advogadas que sofrem violência de gênero, e é por isso que devemos não apenas celebrar a data, mas também honrar a luta e resiliência, que enriquecem tanto nossa profissão quanto nossa sociedade. Somos mulheres no plural, e reconhecer essas interseccionalidades é essencial para garantir que todas as vozes sejam ouvidas”, disse.

Ariana Garcia, por sua vez, afirmou que “quando mulheres falam e ocupam lugares, outras mulheres ouvem e se inspiram. “O mundo ainda não está acostumado com mulheres nessa posição de liderança. Mulheres em cargos de comando são constantemente vigiadas, pois não têm margem para errar, ao contrário dos homens, cujos erros são mais tolerados. Somos mulheres no plural porque somos muitas, e é impossível construir o mundo sem nós. Enfrentamos o preconceito de gênero em qualquer ambiente, mas cada uma de nós, ao fazer sua parte, contribui para quebrar essas barreiras”, destacou.

Paridade no Sistema OAB

A secretária-geral adjunta da OAB, Fernanda Terra, afirmou que “a causa da mulher é uma luta constante”. “Precisamos estudar e trabalhar ainda mais para alcançar os espaços onde um homem médio branco facilmente se encontra. Vencemos séculos de opressão e sofrimento, resistindo com coragem e determinação. Somos seres humanos completos, com intelecto, vontade e desejos, tão válidos quanto os dos homens. Devemos nos posicionar da forma que quisermos e lutar pelos direitos das mulheres de serem quem são”, disse.

Em sua fala, a presidente da CDH, Larissa Junqueira Bareato, destacou que “é importante que mulheres em espaços de poder sejam replicadoras”. “Precisamos sair daqui e levar o que aprendemos para nossos filhos, alunos, clientes, família e amigos. Acima de tudo, precisamos ser agentes de replicação. Minha experiência no sistema da OAB transformou quem eu sou. Trabalhei muito mais, mas também aprendi muito mais, porque essa é a nossa necessidade. Nosso principal objetivo aqui é garantir que tudo o que absorvemos seja disseminado, levando essa mensagem adiante”, salientou.

A conselheira Amanda Souto, por sua vez, destacou que “todas as nossas interseções, enquanto mulheres influenciam, em nossas vidas de alguma maneira”. “Gosto de pensar em estratégias, pois é importante que tenhamos sonhos e planos para alcançá-los. Sempre busquei trazer esse sentimento de acolhida na comissão de Goiás e Nacional”, disse.

Em seu relato, a conselheira Thaís Moraes disse que seu amor pela advocacia é um amor que a move profundamente. “O meu objetivo como advogada é fazer diferença na vida das pessoas, é contribuir para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária. Hoje, mais do que nunca, temos condições favoráveis para ocupar esses espaços, principalmente devido às políticas afirmativas que têm nos aberto portas e oportunidades. Todas nós que estamos aqui hoje, lutamos incansavelmente pela cota de gênero, por um lugar que é nosso por direito e competência”, pontuou.

A conselheira e diretora de Comunicação, Chrissia Pereira, destacou que “todas as mulheres da gestão são fundamentais para o Sistema OAB”. “ Estou aqui hoje porque, toda vez que pensei em desistir, houve alguma mulher que me incentivou a seguir em frente. Enfrentamos inúmeros momentos de machismo, especialmente durante a maternidade, mas dentro do sistema da OAB encontrei diversas mulheres que me mostraram que era possível superar esses desafios. Aprendo diariamente com cada uma de vocês. Não podemos retroceder. Juntas, somos fortes e capazes de alcançar ainda mais", finalizou.

Presenças

Durante o evento, também estiveram presentes a presidente da Associação Brasileira de Mulheres de Carreira Jurídica (ABMCJ), Sônia Caetano, a presidente do Tribunal de Ética e Disciplina (TED), Ludmila Torres, e a conselheira federal por Goiás, Arlete Mesquita, além de conselheiras seccionais, presidentes de comissões e subseções.